quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Parece que é, mas não é… um tipo de crumble



A pedido de várias famílias hoje sai a receita de um tipo de crumble, que não é bem um crumble, porque fica com mais massa que um crumble normal. Foi umas das sobremesas que levei para um dos almoços em casa da minha mãe e que o meu cunhado adorou. A minha irmã já me perguntou várias vezes se não a iria publicar no blog, ao que eu respondi que era mais fácil dá-la pelo telefone… mas ela prefere vê-la aqui, e por isso, cá vai! Uma sobremesa deliciosa para dias frios.



4 maçãs grandinhas
1 cálice de vinho do Porto
100g de marmelada
1 ovo
150g de açúcar
120g de margarina amolecida
100g de farinha
50g de flocos de aveia
1 colher de chá de fermento em pó

Pré-aquecer o forno a 180.ºC. Descascar e descaroçar as maçãs. Partir em pequenos pedaços e espalhar no fundo de um tabuleiro de ir ao forno. Juntar um cálice de vinho do Porto e a marmelada. Se a vossa marmelada for de cortar à faca amoleçam ligeiramente no mico ondas. Envolver bem a maçã e reservar.

Noutra taça bater o ovo, o açúcar e a margarina amolecida. Juntar a farinha, os flocos de aveia e o fermento e mexer novamente. Despejar este preparado sobre a maçã de forma a cobrir todo o tabuleiro.

Levar ao forno cerca de 30-35 minutos ou até estar bem douradinho. Retirar do forno e deixar arrefecer. Pode-se comer ainda morno e/ou acompanhado com uma bola de gelado de baunilha.

Bom apetite!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Massa no forno com o que sobrou do chili



No outro dia fiz uma panelada de chili e obviamente acabou por sobrar. Este ano, mais do que nos anteriores, a logística de preparar jantares e deixar almoços para comer em casa ou levar para a escola ou para o trabalho está mais complicada que nunca. Por isso às vezes ainda exagero um bocadinho e faço comer a mais, outras vezes comer a menos, e depois lá tenho que inventar qualquer coisa à última da hora. Mas a receita que vos trago hoje foi com uma sobra de chili. Vou passar a receita inteira, caso pretendam fazer de raiz. Seja como for, foi uma solução muito simples para acabar com mais uma caixa no frigorífico. E vocês, também transformam os vossos restos? Lá em casa há sempre solução e muitas das vezes, confesso, a versão alterada dos restos acaba por ser bastante melhor que a receita original. Deixo-vos a sugestão:



500g de carne de vaca picada
¼ de chouriço de carne
1 frasco de feijão preto
1 lata de tomate pelado em pedaços
½ copo de vinho branco
1 cebola
3 dentes de alho
4 pés de salsa
300g de massa cotovelo (pode ser outra qualquer)
50g de queijo emmenthal ralado
50g de queijo mozarela ralado

Começar por levar um tacho largo ao lume com um fio de azeite. Quando o azeite estiver quente, juntar a cebola e os alhos picados. Adicionar o chouriço partido em rodelas finas e deixar alourar. Juntar de seguida o tomate e a salsa picada e deixar levantar fervura. Nessa altura adicionar a carne e o vinho branco, temperar com um pouco de sal, envolver e deixar cozinhar por 10 minutos, mexendo ocasionalmente. Juntar o feijão bem escorrido e passado por água, envolver na carne e deixar cozinhar por mais 10 minutos.

Enquanto a carne cozinha levar outro tacho ao lume com água bem temperada com sal. Quando levantar fervura juntar a massa e deixar cozer até ficar al dente. Quando estiver cozida, escorrer com a ajuda de um passador e reservar.

Antes de retirar a carne do lume, juntar o queijo emmenthal ralado, a massa e envolver muito bem.

Colocar num recipiente de ir ao forno, cobrir com o queijo mozarela e levar ao forno previamente aquecido a 200.ºC ou em grill até ficar bem coradinho.

Bom apetite!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Lentamente… o regresso

On the road again...

Olaaaaaá! Eu sei (tenho mesmo a certeza!!!) que sentiram saudades minhas… brincadeirinha! Quer dizer, houve quem me perguntasse se eu estava bem ou o que tinha acontecido. E agradeço por isso. Mas bom, na realidade não foi uma única coisa. Foi um conjunto de circunstâncias. Deixei de atualizar o blog no final do mês de Julho por cansaço extremo. Estava mesmo a precisar de férias. De parar. Foi um ano difícil e, confesso, que não tinha paciência para absolutamente nada, especialmente para mim mesma. Andava tão cansada que não me apetecia fazer absolutamente nada, nem mesmo as coisas que me davam prazer, como cozinhar. Tornou-se numa obrigação. E sempre tinha jurado a mim mesma que no dia em que o blog não me desse prazer iria parar. E parei. Precisava dessa pausa.

E depois vieram as férias. E durante as férias um telefonema inesperado. Tive que tomar uma decisão rápida, daquelas que não nos deixam margem de manobra. O risco, com alguma certeza de que estaria a tomar a decisão certa. E o imenso problema que isso me trás a nível pessoal. Sou uma pessoa de rotinas. Gosto do certo. Qualquer coisa que me tire da minha zona de conforto é um verdadeiro drama. Adoro aquela frase que diz “life begins at the end of your comfort zone”. Acredito que sim. Acredito mesmo. Mas o desconforto que isso me trás faz-me pagar um preço muito alto. E primeiro que comece a perceber onde a vida recomeça novamente leva-me muito tempo, muito desgaste, muitos cabelos brancos, muitas rugas e algumas lágrimas. Sinto-me verdadeiramente miserável enquanto não encontro novamente o rumo. E já o vejo novamente, mas ainda não estou completamente confortável com ele. Mas estou a começar a respirar outra vez. A querer voltar a fazer coisas. E sei que tenho que me forçar a fazê-las ou elas nunca acontecerão.

Continuo cansada. Muito. E sinto que mal tive férias. E nem sei quando as voltarei a ter. Mas vamos lá fazer coisas então. Lentamente. Para não perder logo o folego na primeira corrida. Talvez não volte a publicar com a regularidade de antes, mas vocês que mesmo com o blog parado o continuaram a fazer crescer, vão ter novidades pelo menos uma vez por semana, acho eu!

A minha cozinha sempre foi muito básica, as minhas receitas muito simples. Nunca tive tempo para megas produções cénicas e fotográficas. E nunca me expus. E gostava de continuar assim. Vou tentar variar um bocadinho mais a temática das receitas e talvez publicar alguns textos de assuntos mais variados. Não sei… vai ser o que for saindo. Por isso, a partir da próxima semana conto programar uns posts para irem saindo aqui e ali.

Entretanto a vida continua. Já vos disse que no meio de tudo isto a família também aumentou? Pois é! Adotamos uma cadelinha rafeira linda de morrer. Estamos apaixonados lá em casa… é uma cadelinha que só se sente bem no conforto da casa e está muito pouco sociável. Sai à dona!!! Mas senhores… que trabalheira…

Obrigada por continuarem daí! Até já…

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Biscoitos de laranja e noz



Hoje trago-vos uma receita de uns biscoitos muito simples. Lá em casa cada vez menos se compram “bolachas de supermercado”, mas como vai sabendo bem um docinho com o café, opto muitas vezes por fazer biscoitos. Ocupam pouco tempo de forno e normalmente até aproveito o forno já quente (depois de assar uma carne por exemplo) para dar a entrada a uma fornada de biscoitos. A receita original vem do Rapa Tachos, um blog que adoro e que sigo há muitos anos. Fiz apenas algumas alterações. Inspirem-se para o fim-de-semana!



200g de farinha
1 colher de café de fermento
uma pitada de sal
100g de manteiga sem sal á temperatura ambiente
100g de açúcar
1 gema de ovo
sumo de ½ laranja
raspa de ½ laranja
50g de nozes picadas

Começar por bater a manteiga e o açúcar até ficar em creme. Adicionar a gema, o sumo e a raspa de laranja e bater novamente. Juntar a farinha, o fermento, a pitada de sal e as nozes picadas e misturar tudo muito bem.
Faz-se uma bola com a massa, coloca-se em recipiente tapado e leva-se ao frigorífico cerca de meia hora.

Pré-aquecer o forno a 180.ºC. Preparar um tabuleiro com tapete antiaderente e fazer pequenas bolas com a massa. Colocar as bolinhas ligeiramente espaçadas entre si e levar ao forno cerca 15 minutos. Retirar do forno e deixar arrefecer por completo antes de guardar num recipiente hermético.

Bom apetite!



quarta-feira, 26 de julho de 2017

Doce de tomate





Hoje é dia dos avós. Para celebrá-los trago hoje uma receita que me faz lembrar a casa deles. Frascos de doces caseiros, com um papelinho colado com a data e o conteúdo de cada um. São coisas que ainda hoje faço e que seguramente herdei das minhas avós (e tias). Não haveria aqui espaço para escrever tudo o que eles me deixaram enquanto pessoa e das saudades que tenho de todos eles. Até mesmo da minha avó que ainda está viva (mas tão diferente!) e de quem eu já tenho tantas saudades. Obrigada a cada um deles (e à minha saudosa Tia Isaura, a minha terceira avó). Enquanto eu viver viverão sempre comigo também.



1500g de tomate de cacho maduro (pesado depois de pelado)
1000g de açúcar
1 pau de canela
Sumo de ½ limão

Começar por pelar o tomate - colocar um tacho grande com água ao lume até ferver. Nessa altura colocar o tomate já lavado e deixar na água por 1 ou 2 minutos. Retirar o tomate do tacho e coloca-lo de seguida num alguidar com água fria. Deixar repousar por mais 3 ou 4 minutos e retirar a pele.

Numa panela alta colocar o tomate partido em pedaços, o açúcar, o pau de canela e o sumo de limão.

Levar a lume brando e mexer ocasionalmente. Quando levantar fervura, mexer com mais frequência. Quando já tiver evaporado boa parte do líquido, retirar o pau de canela e passar o doce com a varinha mágica, até ficar na consistência desejada. Levar novamente ao lume. O doce atinge o ponto quando ao colocar um pouco num prato e passar com uma colher, o doce fizer estrada. Nunca esquecer que depois de frio o doce ganha ainda mais consistência. Colocar de imediato o doce em frascos esterilizados tapar e virar de tampa para baixo até arrefecer por completo.

Bom apetite!

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